Fazer um histórico da hemoterapia em nosso país é uma tarefa difícil, mas absolutamente necessária, tendo em vista o grau de excelência na área que a especialidade vem atingindo.

O Rio de Janeiro e São Paulo lideraram a evolução da Hemoterapia brasileira. Outros estados desempenharam importantes papéis nesta evolução, como Bahia, Pernambuco e Porto Alegre.

A transfusão de sangue, no mundo, teve dois períodos: um baseado na experiência, que vai até 1900, e outro científico, de 1900 em diante.

O melhor relato desta época, no Brasil, ocorreu em Salvador (Bahia) quando o professor de Clínica Médica, Garcez Fróes, fez a primeira transfusão de sangue. Usando o aparelho de Agote, improvisado por ele, foi transfundido 129 ml de sangue do a uma paciente operada de pólipo uterino com metrorragia.

Até a década de 40, já existiam no Brasil vários serviços de transfusão, mas um merece destaque: o Serviço de Transfusão de Sangue (STS), fundado no Rio de Janeiro, em 1933, voltado ao exercício da especialidade e às transfusões de sangue de forma geral.

A partir da década de 40, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a Hemoterapia brasileira começou a se caracterizar como uma especialidade médica. E em 07 de dezembro de 1942, foi inaugurado o primeiro Banco de Sangue no Instituto Fernandes Figueira (RJ) pretendendo arrecadar sangue e atender ao esforço de guerra, mandando plasma humano para os hospitais das frentes de batalha.

Desde então, a crescente expansão dos bancos de sangue se tornou realidade no Brasil e pouco a pouco os hospitais privados também começaram a aderir a tendência.

Fonte: História da Hemoterapia no Brasil

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LUCAS MACHADO
Jornalista e redator Stra Medical
DRT 0006544/SC